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Encontro reúne abridores de letras para ampliar mercados da arte ribeirinha no Pará

Abridores de letras participam de encontro de formação em Belém Um encontro que une tradição amazônica e geração de renda reúne, em Belém, 26 mestres ...

Encontro reúne abridores de letras para ampliar mercados da arte ribeirinha no Pará
Encontro reúne abridores de letras para ampliar mercados da arte ribeirinha no Pará (Foto: Reprodução)

Abridores de letras participam de encontro de formação em Belém Um encontro que une tradição amazônica e geração de renda reúne, em Belém, 26 mestres abridores de letras de diferentes municípios do Pará. A imersão formativa tem como foco o fortalecimento do ofício tradicional como negócio e carreira, sem perder a essência cultural ribeirinha. O grupo participa do 4º Encontro dos Abridores de Letras do Pará, realizado pelo Instituto Letras que Flutuam em parceria com a Riachuelo. A atividade integra uma formação construída em etapas, iniciada em 2024, que aposta no empreendedorismo cultural como estratégia de sustentabilidade econômica para os mestres. O ofício do abridor de letras é uma prática centenária na Amazônia, marcada por traços firmes, cores vibrantes e uma linguagem gráfica própria, tradicionalmente aplicada na pintura de embarcações. Um dos participantes é Waldemir Caravelas, que atua há 45 anos na profissão e construiu sua trajetória pintando barcos que circulam pelos rios da região. Nesta edição, a capacitação tem foco em gestão, precificação e ampliação de mercados, com o objetivo de preparar os mestres para novos contextos de atuação, para além das embarcações. A proposta é ampliar as possibilidades de aplicação da arte, fortalecendo a autonomia financeira dos profissionais. Segundo Fernanda Martins, presidente do Instituto Letras que Flutuam, a formação foi pensada para oferecer ferramentas práticas aos mestres. “É sobre entender como melhorar o produto, quanto ele custa, como circular em outros espaços e eventos. A ideia é abrir esse escopo e fortalecer a geração de renda para o grupo”, explica. Além de preservar um saber transmitido de geração em geração, o projeto também amplia o reconhecimento do ofício no mercado cultural. Para o abridor Pedro Ferreira, a formação representa novas possibilidades de atuação. “A gente trabalhava muito focado só nas embarcações. Agora, com esse processo, a gente começa a enxergar outros caminhos, outros mercados e mais reconhecimento para o nosso trabalho”, afirma. A iniciativa reforça a salvaguarda do saber tradicional amazônico e valoriza quem, com pincel e tinta, transforma o cotidiano ribeirinho em expressão artística e fonte de renda. VÍDEOS: veja todas as notícias do Pará